Annie Leonard, a mulher que escreveu e que aparece no filme consegue em pouco mais de 20 minutos resumir toda a crise civilizatória que vivemos. Sim, possuímos um sistema que está em crise. Como ela mesma disse, não podemos gerir um sistema linear em um planeta finito e acredito que esta seja uma das principais mensagens do filme. Juntamente com a reflexão de que existem muitas pessoas que se unem para mudar os diferentes aspectos desse sistema.
Atualmente, as conseqüências dos impactos ambientais e sociais provocados por esta forma de organização, produção e consumo têm gerado diversos debates e proposições. Entretanto, o governo e as grandes corporações ainda insistem defendendo que é possível manter esse sistema adotando-se medidas como a diminuição das emissões de gases poluentes e preservando as áreas naturais remanescentes.
Eu não acredito nisso, por diversos motivos, muitos deles levantados no filme como a questão do sistema ser linear. E outro que a autora não cita é a questão da natalidade. Não há um controle de natalidade efetivo na maioria dos países, até porque neste sistema o número da população deve sempre aumentar para que a cada geração se tenha mais jovens que estejam aptos a produzir cada vez mais. Além disso, evita problemas enfrentados em países da Europa, por exemplo, onde a população de idosos está superando a de jovens e isso gera um rombo na previdência. Assim, as áreas naturais preservadas, uma hora ou outra, deverão ser devastadas para suportar não só o consumismo fútil de cada vez mais pessoas, mas como a própria produção para subsistência. É por isso que esta questão é crucial. Todos e todas devem discutir as questões ambientais atreladas com as questões sociais. Assim como participar da construção de um novo modelo de sociedade. Vamos mudar e vamos exigir coletivamente que o mundo mude.
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*por Priscila Figueiredo

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